Como a empresa  prepara seus funcionários para o mercado

Foi a partir da iniciativa de acabar com um conhecido estigma atribuído aos funcionários concursados, o de que a estabilidade do emprego os tornava acomodados, que a Universidade Petrobras foi criada em 2005. Já no ano seguinte, a área com vocação para a formação continuada contou com um total de 56 mil funcionários em suas atividades. Um resultado que foi aplaudido por empresas de todo o mundo, ao ponto de enviaram delegações ao Brasil para conhecer como esse trabalho era feito. 

O que surpreendeu à Saudi Aramco, Petronas, Sonagol, empresas que atuam no mesmo segmento que a Petrobrás, além de representantes dos governos do México e de Cuba, foi a qualidade do trabalho que acompanha uma tendência mundial: o de privilegiar o processo seletivo dos funcionários e investir em seus potenciais. Ou seja, valorizar e privilegiar aqueles que se interessam em ampliar suas competências e fornecer as ferramentas para tornar isso possível.

Com esse objetivo, foram investidos R$165,7 milhões em projetos de extensão, especialização, mestrado, a doutorado. Conta com um corpo de 69 funcionários fixos, 600 professores visitantes, além do corpo de professores das instituições educativas nacionais com as quais mantém parcerias: UFRJ, UFBA, Fundação Dom Cabral, Fundação Instituto de Administração da USP, Oxford e Harvard.
O capital intelectual nunca teve tanta importância no mundo. É essencial para a sobrevivência e o sucesso em um mundo globalizado e competitivo e está entre os principais ativos da Petrobras, que hoje exporta tecnologia e tem o padrão de qualidade de seus recursos humanos reconhecido nacional e internacionalmente”, diz o gerente geral da Universidade Petrobras, Walter Brito.

Educação levada à sério
Em um país cuja produção intelectual é vista como insípida, iniciativas como essa, originada de uma empresa de capital público e privado e que estimula os profissionais do mercado a dedicar-se à obtenção de uma formação mais abrangente, merece aplausos.  Primeiro porque eles trarão respostas práticas à realidade encontrada no mercado, segundo porque é realizado por intercâmbios entre universidades nacionais e estrangeiras e, em terceiro lugar, porque esse estímulo favorece a permanência dos “cérebros” no país, evitando a fuga dos mesmos para o exterior.
A Universidade Petrobrás é o exemplo de como grandes empresas podem contar com o talento do brasileiro e, melhor ainda, investir no fomento às pesquisas e aproveitar o nosso potencial para tingir a excelência. Aos poucos, porém em pouco tempo, a Universidade está construindo o seu futuro e o de seus funcionários que, com isso, não deixam de contar com uma certa estabilidade fornecida pelo emprego.

“A falta de expertise na indústria do petróleo era nosso maior desafio na década de 50. Agora, os grandes desafios envolvem a capacitação da força de trabalho de uma empresa integrada de energia que deseja tornar-se líder na América Latina e caminha velozmente para tornar realidade o mais ambicioso Plano de Negócios de sua história. Todos precisam estar qualificados à altura”, explica , Walter Brito.

Vale ressaltar que a empresa está em processo de seleção de funcionários, com vagas em diferentes áreas. Uma oportunidade que se revela como preciosa e que permite que os novos talentos saiam das universidades sem medo.